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| DINÂMICAS DE PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS |
| Quando Estou Triste, Quando me Sinto Feliz |
Objetivo: Favorecer o processo de auto-conhecimento.
Duração: 1 hora.
Material: Formulário anexo.
Desenvolvimento:
- Distribuir a ficha para que seja respondida individualmente:
- O facilitador vai ler cada uma das questões e solicitar que os treinandos que quiserem, possam compartilhar suas respostas com os colegas.
Sugestões para reflexão:
- Existem semelhanças entre as suas respostas e as dos colegas?
- Existem diferenças entre as suas respostas e as dos colegas?
- Que importância tem em pensar sobre estas coisas? Coisas que gosto de fazer quando estou triste ou feliz, pessoas que posso procurar quando estou triste ou feliz, como a pessoa mais feliz que conheço age quando ela está triste?
- Como eu gosto que meus amigos ajam quando estou triste ou feliz?
- Como eu ajo quando meus amigos estão felizes ou tristes?
| Questionário |
QUANDO EU ME SINTO TRISTE... MAL... E INFELIZ
Uma coisa que posso fazer ao ar livre é
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Em dias de chuva, gosto de ______________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Algumas coisas que posso fazer para ajudar outras pessoas são
____________________________________________________________________________
Uma coisa que eu posso fazer é __________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Algumas das pessoas com quem posso falar são _____________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Uma coisa que eu posso fazer na escola ___________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
A pessoa mais feliz que conheço faz _______________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
quando se sente triste, mal ou infeliz.
VAMOS NOS DIVERTIR... QUANTO EU ME SINTO FELIZ...
A atividade da qual eu mais gosto ao ar livre é _______________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Em dias de chuva, gosto de _____________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Se eu estivesse fazendo um show, eu faria ou seria ___________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Algumas das pessoas engraçadas queeu conheço
são _________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Uma coisa divertida de fazer é ____________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Uma coisa que eu gosto muito de fazer na escola é ____________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
A pessoa mais feliz que conheço é _________________________________________________
____________________________________________________________________________
porque ______________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
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| O que Fazer? |
Objetivo: Refletir sobre alguns dos principais fatores de vulnerabilidade na adolescência.
Duração: 40 minutos.
Material: Fichas com as histórias inacabadas de Jorge e de Maria; fichas com a lista Quem faz isto!; papel pardo; canetas pilot; papel chamex; lápis e borracha; fita crepe.
Desenvolvimento:
Dividir o grupo em 4 subgrupos. Cada um deles realizará uma das tarefas a seguir:
Depois de discutir as possíveis soluções, completar a seguinte história: "Jorge, com um grupo de amigos de sua idade, sai à noite para uma festa de aniversário. Jorge tem que voltar à meia noite para casa, por ordem do pai dele. A festa vai ficando muito animada e, por volta das onze e meia, Juliana, a menina que ele está paquerando chega e começa a dar-lhe uns olhares e a mandar-lhe bilhetes, convidando - o para verem a lua e para dançarem. Quando acabam de cantar os parabéns, Jorge verifica que está na hora de ir embora. Seus amigos insistem para que ele fique.
O subgrupo deverá discutir a história de Jorge e dar um final para ela, escrevendo esse final em uma folha de papel pardo e, em outra folha, escrever quais foram os argumentos que apoiaram o final da história. Este trabalho final será apresentado e discutido com o grupo.
- Maria não sabe mostrar as suas opiniões. Ajudem-na a falar o que pensa!
"Maria conheceu recentemente um grupo de rapazes e moças no clube que ela freqüenta. Todos vão à noite para lá e ficam ouvindo música, fumando e bebendo cerveja. Maria adora ouvir música e conversar, mas não gosta de cerveja e nem de fumar. Paulo, que ela acha um gato, puxou conversa com ela sobre o prazer de beber e fumar. Maria....
O sub-grupo deverá discutir a história e completá-la, relatando o que a Maria disse e quais os argumentos que ela usou. Este trabalho final será apresentado ao grupo.
- Não sei cuidar da minha vida sexual!
Opções Quem Faz isto? Opções
- Homem Vai ao médico regularmente
- Mulher Vai ao médico quando sente alguma diferença no corpo
- Os dois Compram camisinha
- Nenhum dos dois Traz a camisinha consigo
Coloca a camisinha
Conversa com os amigos, com a família, com os professores e com os adultos
Negocia o uso da camisinha com o seu parceiro ou parceira
Busca informação
Conhece o funcionamento dos aparelhos reprodutivos masculino e feminino
Conhece os métodos contraceptivos
Escolhe o método
Usa o método
O subgrupo discutirá a lista, colocando na frente de cada afirmativa o que, na opinião deles, só o homem faz, só a mulher faz, nenhum dos dois fazem ou o que os dois fazem. Esse trabalho final, que deverá ser escrito em papel pardo, será discutido com o grupo.
- Que os garotos e as garotas fazem para conquistar quem eles gostam!
O subgrupo discutirá o tema dentro da sua experiência e construirá duas listas, uma para os garotos e outra para as garotas. Escreverá os ítens dessas listas em papel pardo, numerando-os. Depois analisará, item por item, para ver se existe risco. Se existir, ele deverá ser escrito ao lado do item, ou com a sua numeração. Este trabalho final será discutido com o grupo.
Sugestões para reflexão:
O facilitador, após as apresentações dos subgrupos, ressaltará as idéias mais importantes para discutir a vulnerabilidade, procurando fazer o grupo refletir sobre as condutas que fragilizam os adolescentes, sobre os recursos individuais, institucionais e sociais da localidade com que podem contar para se protegerem. Levá-los-á ainda a refletirem sobre a possibilidade de efetuarem mudanças em si próprios para que se tornem menos vulneráveis, e a propor, também, mudanças ou novas formas de se dar atenção aos adolescentes de sua localidade com o mesmo propósito, prevenindo-se os agravos e promovendo a saúde integral
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| Técnica da Massa de Modelar |
Objetivo: Estimular a visão crítica das propagandas.
Duração: 2 horas.
Material: Cartolinas para cartaz, lápis colorido, canetas coloridas, tesoura, cola, revistas, massa de modelar (opcional).
Desenvolvimento:
- O facilitador divide os participantes em grupos e explica que cada grupo será de uma agência de publicidade e terá que preparar um comercial para divulgação de um novo produto de um dos maiores fabricantes do país. Haverá disputa entre os grupos e o fabricante escolherá o melhor comercial. O facilitador avisa que o produto é massa de modelar colorida para crianças e adolescentes e concede 30 minutos para os grupos prepararem os cartazes e a apresentação.
- Ao final dos 30 minutos eles apresentam a sua propaganda. O facilitador, após as apresentações, chama um representante de cada grupo (o "dono da agência") e avisa que o fabricante mudou o produto e o grupo terá apenas mais 15 minutos para preparar um novo comercial. Nada do que foi feito no cartaz pode ser mudado, apenas poderá ser acrescentada uma nova frase ou figuras no cartaz. O novo produto agora é dinamite. A massa de modelar pode explodir.
- Após os 15 minutos, os grupos farão a apresentação do comercial e ao final o facilitador discutirá os sentimentos e valores envolvidos com os participantes.
Sugestões para reflexão:
- Qual o objetivo das propagandas?
- Como elas tentam vender o seu produto?
- Elas apresentaram todas as características dos produtos? Quais características são apresentadas e quais são excluídas? Como elas influenciam os comportamentos dos consumidores.
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| Falando a Verdade |
Objetivo: Conversar sobre a importância e o significado do grupo na vida dos adolescentes e as dificuldades que podem surgir para o indivíduo nessa convivência.
Duração: 1 hora.
Material: Sala ampla, folhas contendo o quadro de questões e canetas.
Desenvolvimento:
Atividade Individual.
1. O facilitador entrega o quadro das questões (abaixo) e pede que cada participante o complete.
- Em que contextos eu diria isto? Família Amigos Escola Trabalho Namoro
- Perdi minha carteira.
- Faltei à aula.
- Não gosto daquela música que toca tanto.
- Engordei 5 quilos.
- Detesto calça jeans.
- Levei o fora do garoto que eu gosto.
- Tenho que estar em casa às 11 horas.
- Dirigi sem carteira.
- Tomei um porre.
- Tenho vergonha de convidar o garoto para dançar.
- Tive medo.
- Fiquei triste.
- Fui comprar camisinha.
Atividade em pequenos grupos
1. Facilitador solicita que os participantes reúnam-se em pequenos grupos e conversem, comparando suas respostas.
Sugestões para reflexão: Quais são os pontos do quadro que facilitam ou dificultam a conversa, em cada um desses contextos?
Resultado esperado:
Entendimento de que, no grupo, o adolescente encontra seu lugar de pertencimento numa época em que não é mais criança e ainda não é adulto.
Reconhecimento de que o "preço pago" para fazer parte do grupo pode ser despir-se de preferências e opiniões pessoais para adotar uma espécie de "código grupal".
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| Como ser firme sem ofender os outros |
Objetivo: Refletir sobre a influência dos grupos.
Duração: 1 hora e 30 minutos.
Material: A Estória de Sofia.
Desenvolvimento:
- Dividir a turma em 4 grupos e cada um receberá a estória de Sofia com uma alternativa. Deverão discutir se concordam ou não com a atitude de Sofia, e encontrar uma outra atitude para a situação que seja consenso do grupo.
- Na apresentação, cada grupo vai representar a situação proposta pelo exercício e a proposta pelo grupo.
Sugestões para reflexão:
- Qual a importância do grupo para nossa vida?
- Como o grupo influencia nossas atitudes?
- Como podemos ser firmes sem ofender os outros?
- Quando a situação do grupo não nos agrada, que alternativas encontramos? (Permanecer no grupo, tentar influenciar o grupo para fazer o que queremos, fazer o que o grupo determina mesmo sem concordar, fazer o grupo respeitar a nossa vontade e individualidade, trocar de grupo...)
- Que importância tem para nossa vida pensar sobre influência do grupo?
| Como ser firme sem ofender ou outros: |
Sofia estava muito contente porque hoje era o último dia de aula. Tinha feito duas provas nesta manhã e agora só pensava em se encontrar com os amigos na lanchonete mais próxima. Possuía dinheiro apenas para comprar uma porção de batatas fritas e um refrigerante. Comprou seu lanche e foi sentar-se com os amigos. Quando ia começar a comer, Luís Carlos chegou e pegou uma batata.
"Hum, que gostoso!", disse. "Posso comer outra?"
Antes que Sofia respondesse, sua amiga Angela disse: "posso comer uma, também? Estou com fome". E pegou uma antes que Sofia dissesse qualquer coisa.
Se você fosse Sofia, o que faria? Escreva "sim" ou "não" diante da resposta e/ou represente a sua alternativa.
SIM NÃO
_____________________ 1. Pede desculpas a seus amigos por não poder dividir as batatas fritas com eles, mas deixa que eles as comam, enquanto pensa. "Sou mesmo uma boba. Terei de esperar até mais tarde para comer".
_____________________ 2. Pega as batatas fritas e diz que teve uma manhã muito cansativa e que quer comer as batatas sozinha.
_____________________ 3. Em silêncio, entrega as batatas a seus amigos e passa a ignorá-los, para que percebam que você está chateada.
_____________________ 4. Explica aos amigos que pensou em comer batatas fritas durante toda a manhã, e que ficaria contente em dividi-las com eles, desde que você possa comer também.
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| Lidando com Situações-Problemas |
Objetivo: Identificar as conseqüências positivas e negativas para as várias alternativas viáveis para situações vivenciadas no cotidiano.
Duração: 1 hora.
Material: Folha de exercício.
Desenvolvimento:
- Dividir no grupo as situações e pedir que cada grupo levante todas as alternativas possíveis, discutindo as conseqüências de cada uma delas.
- Apresentação dos grupos - pedir que a partir do segundo grupo, não repitam as atitudes já apresentadas pelo grupo anterior.
Sugestões para reflexão:
- Existe momento que parece que uma situação não tem saída? Ou só tem uma saída?
- Quantas atitudes foram levantadas para cada situação? Positivas e/ou negativas?
- Que importância tem para nossa vida, pensar sobre estas coisas?
- Quais os riscos da bebida no trânsito?
- Quais os efeitos da maconha que você conhece?
- Como a bebida influencia os relacionamentos?
Situações:
- 1. Você foi de carona com o Juca para uma festa. Na hora de ir embora, você observa que o Juca bebeu demais, então você.....
- 2. Você é novo na escola e está começando a fazer amigos. Você foi convidado a participar de um jogo, e no final, a turma se reuniu na praça e começaram a fumar um baseado. Um colega te oferece um cigarro, então você ......
- 3. Você está muito apaixonada, seu namorado é o máximo, a não ser nos momentos em que bebe, fica chato, aborrecido, desagradável, agressivo. Ele diz que pára quando quiser e que sabe o momento de parar de beber, mas estes episódios estão ficando cada vez mais freqüentes, então você...
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| Refletindo sobre Responsabilidades |
Objetivo: Refletir sobre os fatores que interferem nos acontecimentos do cotidiano.
Duração: 30 minutos.
Material: (Formulário anexo).
Desenvolvimento:
1. Distribuir a folha das carinhas "Como você se sente?" e uma folha em branco.
2. Pedir que dividam a folha em branco no meio e pensem em uma situação boa que ocorreu com sua vida. Pedir que escolham uma carinha que represente o seu sentimento e desenhem no meio da parte superior da folha. À direita, pedir que escrevam tudo com que tenham contribuído para que isto acontecesse e do lado esquerdo o que outros contribuíram.
4. Na parte de baixo, repetir o exercício, mas pensando em uma situação ruim.
Sugestões de reflexão:
- Qual a minha participação nas situações que me acontecem?
- Situações em que não posso interferir (acidentes).
- Ressaltar a importância da responsabilidade pessoal, nas coisas boas e ruins que nos acontecem.
| Anexo I |
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| Portas |
| Objetivo: Refletir sobre o poder de escolha na construção da história pessoal.
Duração: 2 horas.
Desenvolvimento:
- Ler o texto Portas e responder individualmente o questionário.
- O facilitador vai lendo as questões, permitindo que um maior número de treinandos falem suas respostas.
- Procurar durante as respostas refletir sobre tomada de decisão, influência dos grupos.
- No final, ler o texto "A liberdade e o tóxico" - cada treinando lerá uma frase.
Sugestão para fechamento da atividade
O que estou levando como reflexão desta aula para minha vida.
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Se você encontrar uma porta à sua frente, você pode abrí-la, ou não.
Se você abrir a porta, você pode, ou não, entrar em uma nova sala.
Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.
Se você venceu, você dá um grande passo: nesta sala, vive-se.
Mas, também, tem um preço: são inúmeras outras portas que você descobre.
O GRANDE SEGREDO É SABER: QUANDO E QUAL A PORTA QUE DEVE SER ABERTA
A VIDA NÃO É RIGOROSA: Ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
NÃO EXISTE A SEGURANÇA DO ACERTO ETERNO.
A VIDA É HUMILDE. Se a vida já comprovou o que é ruim, para quê repetí-lo? A humildade dá a sabedoria de aprender e crescer também com os erros alheios.
A VIDA É GENEROSA: A cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
MAS A VIDA PODE SER TAMBÉM DURA E SEVERA: Se você não ultrapassar a porta, você terá sempre essa mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia monocromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida.
PARA A VIDA, AS PORTAS NÃO SÃO OBSTÁCULOS, MAS DIFERENTES PASSAGENS.
A LIBERDADE E O TÓXICO
Quem experimenta tóxicos sABEndo que faz mal à saúde, é porque não se sente livre. Quem é livre, não precisa experimentar tóxicos. A "liberdade" que se consegue através do tóxico é a sensação de euforia e não a verdadeira alegria da alma, é nunca a ter sentido na alma a alegria de viver.
"Fazer o que quer" ou "fazer o que nunca fez" sobre o efeito do tóxico está longe de ser um comportamento genuíno, pessoal, pois os tóxicos alteram os níveis de consciência e distorcem a crítica da adequação. Quando voltam ao estado psíquico natural, são comuns a vergonha e o arrependimento sobre o que fizeram enquanto drogados.
Gargalhar sob estímulo de tóxicos pode significar um choro da própria alma. Onde foi parar aquela gargalhada que, quando vinha espontaneamente, lá do fundo, contagiava todos à sua volta? A hilaridade do tóxico é irreal e inadequada, e provoca silenciosas lágrimas nas pessoas que @ cercam.
A verdadeira liberdade permite aprender com a experiência alheia, confiando nas pessoas, não tendo que repetir os erros que outros já cometeram ou não experimentar tudo quanto a humanidade passou para chegar ao que é hoje. O tóxico submete o usuário a desconfiar das pessoas e a descer nos fatos, tornando-o inseguro e insatisfeito. Assim, a droga leva as pessoas à obrigatoriedade (e não à liberdade) de ter que experimentá-la para chegar às suas conclusões que nem sempre são reais e verdadeiras.
A verdadeira liberdade é compartilhar tanto da alegria como da tristeza dos seus semelhantes, sem se sentir ameaçado, envergonhado ou diminuído. A auto-estima, a humildade, a generosidade, o proteger (a si e ao próximo) e o não se expor aos tóxicos garantem a integridade da liberdade pessoal. O tóxico isola o drogado, não permitindo que as pessoas cheguem até ele, impossibilitando-o de chegar às pessoas, formando uma verdadeira cerca que o aprisiona numa angustiante solidão.
A verdadeira liberdade é entregar-se para crescer, é frustar-se sem se perder, é divertir-se sendo o que é, é fazer o que quiser, quando e como bem lhe aprouver. O tóxico congela o crescimento, trocando suas dores com falsos e efêmeros prazeres, enquanto escraviza a sua alma e definha o seu corpo.
LIBERDADE É AMOR....
...,TÓXICO É DOR!
Responda as seguintes questões:
Para resolver estas questões, lembre-se das conclusões anteriores:
a) Você tinha uma situação e criava várias hipóteses positivas e negativas - "Lidando com situações-problema."

Agora, responda as seguintes questões:
- Qual o significado no texto, para a palavra "PORTA"?
- O que você leva em consideração na hora de escolher uma "PORTA"?
- Que "PORTAS" estão ao seu alcance, e você considera que vale a pena abrí-las e conhecê-las?
- Que "PORTAS" estão ao seu alcance, e você considera que NÃO vale a pena abrí-las nem conhecê-las?
- Escreva em poucas linhas o significado desses textos para sua vida.

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| Dar e Receber |
| Objetivo: Conversar sobre situações em que procurar ajuda é um recurso para resolver problemas e diminuir a vulnerabilidade; conversar sobre os recursos e pessoas que estão ao alcance dos adolescentes.
Duração: 50 minutos.
Material: Sala ampla, quadro verde ou cartaz (com questões), folhas de papel e canetas.
Desenvolvimento:
Atividade Individual.
O facilitador sugere que os participantes reflitam individualmente sobre as seguintes questões:
Procure lembrar da última vez que você precisou de ajuda:
- Você pediu?
- Recebeu?
- Quem o ajudou?
- Se não pediu, por quê?
- E você, já ajudou alguém?
Atividade em pequenos grupos.
O facilitador solicita que os participantes reúnam-se em pequenos grupos e conversem sobre:
- Quem são as pessoas que podem me ajudar? O que eu espero receber?
- Que tipo de ajuda adolescentes podem oferecer?
- Quem são os adultos em quem eu posso confiar?
- Que tipo de ajuda posso esperar de minha família?
- Que ajuda posso receber de outras pessoas em outras instituições?
Atividade em grande grupo.
Solicitar ao grupo uma lista dos recursos necessários para o atendimento dos adolescentes e dos recursos disponíveis na comunidade.
Sugestões para reflexão:
- Quais os recursos de que disponho, na comunidade, para me ajudarem a enfrentar os problemas?
- Como posso ajudar um amigo a enfrentar um problema?
Resultado esperado:
- Reconhecimento da necessidade de pedir ajuda para resolver os problemas.
- Identificação dos vários tipos de ajuda existentes.
- Compreensão da importância da troca de idéias e reflexão pessoal para tomada de decisão.
Lição de casa:
- Em segredo, cada um escolhe alguém do grupo para cuidar durante a semana.
- No próximo encontro, todos comentam os cuidados que receberam e os cuidados que prestaram ou não, dizendo quem foi. No final: comentários compartilhando as experiências.
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| Dentro e Fora |
| Objetivo: Auxiliar o adolescente a vivenciar a pressão social e de grupo e a defender seus sentimentos e valores.
Duração: 30 minutos.
Material: Sala ampla, aparelho de som, fita cassete, balões coloridos e a música "Sinfonia 40" (instrumental).
Desenvolvimento:
- Dividir-se os participantes em dois grupos (metade para cada lado).
- Solicitar a um grupo que fique no centro. A este grupo são dados 3 balões de cores diferentes, os quais serão denominados por sentimentos ou valores escolhidos pelo grupo.
- Enquanto isso, o outro grupo ficará de mãos dadas, circundando o que está dentro.
- Serão dados dois códigos de jogo:
- Grupo de dentro, deverá defender os seus balões, valores ou sentimentos que estarão represenados nos balões.
- Grupo de fora, de acordo com o ritmo da música, seguirá os códigos: direita, esquerda, dentro, fora.
- O grupo de dentro não poderá segurar os balões que devem ficar em movimento no ar.
- O grupo de fora não poderá soltar as mãos, fará somente os movimentos do código de jogo. Iniciar o jogo.
- Em um segundo momento, inverte-se a posição dos grupos, possibilitando a ambos vivenciarem a pressão que o grupo exerce e a pressão que sofre.
Sugestões para reflexão:
- Que aconteceu? Como se sentiram?
- Aconteceram movimentos violentos no grupo?
- Como foi a articulação dos subgrupos para ataque e defesa?
- Quais as dificuldades/facilidades de defesa dos sentimentos?
- Como é pressionar e ser pressionado?
- É mais cômodo pressionar ou ser pressionado?
Observação:
- Se houver alguém com problemas físicos, é melhor que fique de fora do jogo.
- Cuidados com óculos, pregadores, etc.
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| A Árvore do Prazer |
| Objetivo: Identificar fatores de risco e proteção que envolvem as situações prazerosas.
Duração: 2 horas.
Material: Revistas, cola, tesoura, canetinha e papel pardo.
Desenvolvimento:
- Dividir em grupos.
- Cada grupo vai fazer um painel sobre tudo o que dá prazer.
- Quando os trabalhos estiverem prontos, pedir que em uma folha branca eles listem os prazeres apresentados no painel e para cada prazer, levantar Fatores de Risco e Fatores de Proteção.
- Apresentação dos trabalhos.
| Fatores de Risco |
Prazer |
Fatores de Proteção |
- Engordar;
- Alimentos Sujos ou Contaminados;
- Aumentar Colesterolç
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Comer |
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- Dirigir Embriagado;
- Não usar cinto de segurança;
- Andar em alta velocidade;
- Bater o carro.
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Carro |
- Não ingerir bebida alcoólica antes de dirigir;
- Usar o cinto;
- Obedecer as leis de Transito.
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- Fumar muito cigarros;
- Câncer de Pulmão;
- Problemas pulmonares.
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Fumar |
- Fumar poucos cigarros ao dia;
- Parar de fumar.
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Sugestões para reflexão:
- Qual a importância para minha vida em pensar em Prazer, Risco e Proteção?
- Qual a relação entre Drogas _ Prazer _ Risco e Proteção?
- O que estou levando desta aula, como reflexão para minha vida?
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| Pirâmide |
| Objetivo: Possibilitar a visualização da freqüência de uso de substâncias psicoativas.
Duração: 30 minutos.
Material: 4 cartões de 5x5cm para cada participante, lápis ou caneta para todos, folha de papel sulfite ou papel manilha, cola para cada grupo e texto "Eu queria ajudar..."
Desenvolvimento:
- O facilitador divide os participantes em 4 grupos e distribui uma folha de papel e uma cola para cada grupo.
- Distribui 4 cartões por participante.
- Solicita que cada participante faça uma marca ou símbolo em seu cartão (igual nos 4 cartões), que o represente sem nomeá-lo. Por exemplo: estrelinha, flor, peixes, bolinhas, etc.
- Explica que cada grupo receberá uma substância e que o nome dela deverá ficar em segredo no grupo. As substâncias a serem distribuídas, por exemplo, são: CHICLETE, CHOCOLATE, CAFÉ E COCA-COLA.
- Solicitar que cada participante cole o seu cartão na folha de papel, de baixo para cima, respondendo às perguntas abaixo descritas, em relação à substância entregue ao grupo:
- usa todo dia x
- usa pelo menos uma vez por semana x
- usa pelo menos uma vez por mês x
- experimentou pelo menos uma vez na vida x
- Quando todos os grupos terminarem, pede que colem a pirâmide com os cartões colados na folha de papel, na parede. Cada grupo explica quantos do grupo já usaram a substância uma vez, uma vez por semana, uma vez por mês e uma vez por dia. Os outros grupos tentarão adivinhar qual é a substância daquela apresentação.
- Quando os grupos terminarem suas apresentações, o facilitador ressalta que os produtos escolhidos para o exercício contêm algumas substâncias que são estimulantes: o café e a coca-cola contêm cafeína, o chocolate e o chiclete têm açúcar, que também é estimulante. O chiclete, por sua vez, pode ser considerado um diminuidor de ansiedade por ser mastigado compulsivamente.
- O facilitador explica que o exercício diz respeito à freqüência de uso de drogas. Explica que a UNESCO, um órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), que trabalha com educação e cultura, distingue quatro tipos de usuários de drogas:
- o experimentador - limita-se a experimentar uma ou várias drogas (ou substâncias), por diversos motivos, como curiosidade, desejo de novas experiências, pressões do grupo de pares, da publicidade, etc. Na grande maioria dos casos, o contato com a substância não passa das primeiras experiências;
- o usuário ocasional - utiliza um ou vários produtos, de vez em quando, se o ambiente for favorável e a droga disponível. Não há dependência nem ruptura das relações afetivas, profissionais e sociais;
- o usuário habitual ou "funcional" - faz uso freqüente de drogas. Em suas relações já se observa sinais de ruptura. Mesmo assim, ainda "funciona" socialmente, embora de forma precária e correndo riscos de dependência;
- o usuário dependente ou "disfuncional" - vive pela droga e para a droga, quase exclusivamente. Como conseqüência, rompem-se os seus vínculos sociais, o que provoca isolamento e marginalização, acompanhados eventualmente de decadência física e moral.
- O facilitador explica que cabe à escola fazer a prevenção primária, isto é, antes do primeiro contato com a substância, e a secundária, que diz respeito ao experimentador e ao usuário ocasional. A prevenção terciária diz respeito às pessoas que fazem uso habitual ou que já são dependentes, devendo ser encaminhadas a instituições que cuidam desses casos.
- Fecha-se a atividade, distribuindo o texto "Eu queria ajudar..." para todos.
| Eu queria ajudar... |
O que poderíamos fazer para ajudar alguém que conhecemos e que está usando drogas?
Uma pergunta difícil, que não tem resposta pronta. O que sabemos é que só ficar falando, falando, não adianta.
É preciso ficar claro na cabeça de todo mundo que a droga dá prazer, não adianta fingir o contrário. É enganar a si mesmo.
Entretanto, se para obter prazer uma pessoa precisa de drogas, isto significa, no mínimo, que ela não está tendo experiências prazerosas em outras situações de vida. Assim, é importante que a família, os amigos e a escola proporcionem opções gostosas de lazer, de esportes, de trabalho, além de uma conversa mais franca e menos repressiva.
Outra questão importante para ajudar uma pessoa que está se utilizando de drogas é evitar desvalorizá-la, julgá-la. É melhor mostrar que tem muita coisa interessante para se fazer na vida, que o prazer da droga passa rápido enquanto que o prazer que se tem numa amizade, num namoro, é muito mais duradouro e gostoso. Tomar drogas também não resolve problemas; pelo contrário, passada a ressaca, os problemas continuam.
Se você der essa força, já é um primeiro passo. Mas, se a pessoa for dependente da droga, isto é, usa a droga todos os dias e não consegue ficar sem ela, é importante procurar o auxílio de profissionais competentes nesta área para apoiar efetivamente o usuário a largar a droga. |
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| Levantamento de Motivações |
| Objetivo: Estimular a reflexão sobre os motivos que levam uma pessoa a usar drogas.
Duração: 60 minutos.
Material: Canetas coloridas, tiras de papel de mais ou menos 6 cm, fita adesiva e texto "Em busca dos porquês" para todos.
Desenvolvimento:
- O facilitador solicita que os participantes formem grupos de 4 pessoas.
- A seguir, distribui as tiras de papel e uma caneta colorida para cada integrante do grupo. Explica que a proposta de trabalho é de se fazer um levantamento dos motivos que levam um jovem a usar drogas.
- Solicita que cada grupo identifique o maior número de motivos que puder, sem censura, e que escreva cada um deles em uma tira de papel, bem grande e legível.
- Quando todos os grupos tiverem terminado, o facilitador solicita que os grupos colem cada tira com os motivos identificados na parede. Junto com os alunos, o educador lê os motivos, tirando os repetidos e pedindo explicações quando não entender.
- Em seguida, o facilitador distribui o texto Em busca dos porquês para todos, solicita que alguém leia em voz alta e que os demais acompanhem a leitura. Ao final, pergunta a que conclusão chegaram.
| Em busca dos porquês.. |
Às vezes, a gente fica se perguntando: se todo mundo sabe que as drogas são prejudiciais à saúde,e ntão por quê tanta gente usa?
Parece uma pergunta tão simples de responder e de repente percebemos que é justamente o contrário.
Para começo de conversa, é bom saber que, historicamente, a humanidade sempre procurou por substâncias que produzissem algum tipo de alteração em seu humor, em suas percepções, em suas sensações.
Em segundo lugar, não é possível determinar um único porquê. Os motivos que levam algumas pessoas a se utilizarem de drogas variam muito. Cada pessoa tem necessidades, impulsos ou objetivos que as fazem agir de uma forma ou de outra e a fazer escolhas diferentes.
Se fôssemos fazer uma lista, de acordo com o que os especialistas dizem sobre o que motiva as pessoas ao uso da droga, veríamos que as razões são muitas e que nossa lista ainda ficaria incompleta. Quer ver?
- Curiosidade;
- para esquecer problemas, frustrações ou insatisfações;
- para fugir do tédio;
- para escapar da timidez e da insegurança;
- por acreditar que certas drogas aumentam a criatividade, a sensibilidade e a potência sexual;
- insatisfação com a qualidade de vida;
- saúde deficiente;
- busca do prazer;
- enferentar a morte, correr riscos;
- necessidade de experimentar emoções novas e diferentes;
- ser do contra;
- procura pelo sobrenatural;
Bom, já deu para perceber que a tarefa não é fácil. Então, se queremos entender e combater o uso/abuso das drogas, precisamos saber que não é possível generalizar os motivos que levam uma pessoa a usar drogas. Cada usuário tem os seus próprios motivos.
E é necessário conhecer as motivações das pessoas, para compreender atitudes aparentemente incompreensíveis. E esta regra vale para qualquer situação, não só para as drogas. |
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| Construção de Imagens Corporais |
Objetivo: Contextualizar o momento atual da escolam da família e do adolescente, relacionando com a droga.
Duração: 1hora.
Desenvolvimento:
- Dividir em Subgrupos.
- Distribuir papeletas para cada subgrupo com os seguintes assuntos: escola, familia, sociedade e adolescente.
- Cada grupo vai discutir e depois montar a imagem corporal, com movimento ou não, que melhor possa expressar como cada subgrupo percebe o tema distribuído; depois apresentá-lo e correlacionar o espaço que a droga tem para entrar nestes grupos.
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| Negociando a Gente se Entende |
| Objetivo: Refletir sobre a importância do bom relacionamento familiar e sobre as alternativas viáveis para solução dos conflitos familiares na adolescência.
Duração: 1 hora.
Material: Cópias dos textos anexos: Fábula da Convivência e Relações Familiares, papel pardo, canetas pilot, papel chamex, lápis, borracha e fita crepe.
Desenvolvimento:
- Dividir o grupo em 4 subgrupos. Entregar-lhes a cópia dos textos: Fábula da Convivência e Relações Familiares. Solicitar que leiam e discutam o texto da Fábula, relacionando-o à sua família e aos conflitos que têm com ela.
- Pedir que listem os conflitos mais freqüentes entre os adolescentes e suas famílias. Que escolham os dois conflitos mais difíceis de serem resolvidos para serem apresentados ao grupo através de uma história ou de dramatização.
Sugestões para reflexão:
Após as apresentações, analisar com o grupo as soluções que poderão ser negociadas para resolver os conflitos. Esses e as respectivas soluções serão escritas em papel pardo e colocadas em local visível. Por fim pedir a um voluntário que leia, em voz alta, o texto sobre as Relações Familiares, que será comentado e discutido por todos em conjunto.
FÁBULA DA CONVIVÊNCIA
Durante a era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso do clima hostil.
Foi então que uma manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhe forneciam mais calor, aquele calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.
E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos.
Dispensaram-se, por não suportarem por mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.
Doíam muito...
Mas, esta não foi a melhor solução: afastados, logo começaram a morrer congelados.
Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservaria uma certa distância do outro. Mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
Assim suportaram-se resistindo à longa era glacial.
RELAÇÕES FAMILIARES
Ao longo da vida, sempre participamos de algum grupo: escola, time de futebol ou de basquete, vizinhança, empresa etc...
O primeiro destes grupos é a família.
Não é fácil a convivência harmoniosa entre pessoas de idades, modos de ser e pensamentos diferentes.
Mas se cada um compreender um pouco o outro e deixar claro o que quer, fica mais fácil se dar bem, a maior parte do tempo.
Quando uma pessoa começa a crescer, a família demora um pouco a perceber e continua agindo como se ela ainda não soubesse o que quer ou gosta. Mas algumas coisas podem ser feitas, para ajudar a melhorar.
Primeiro, é preciso lembrar que os pais gostam da gente e que nós gostamos deles. Depois, lembrar que, embora sejam nossos pais, não moram dentro de nossa cabeça. É preciso dizer tudo o que se pensa, senão, como é que eles vão saber?
Conversar é sempre o melhor caminho.
Não se preocupe, a responsabilidade das coisas darem certo não é só sua, mas se você fizer sua parte, vai ver os bons resultados.
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| Mímica |
| Objetivo: Levantamento das informações sobre drogas conhecidas pelos adolescentes.
Duração: 60 minutos.
Material: Tiras de papel (uma para cada grupo), contendo um dos nomes das drogas mais conhecidas em cada tira: álcool, cigarro, cola, maconha, cocaína, crack, anfetaminas (bolinhas), LSD, êxtase, xaropes, calmantes, lança-perfume, solventes, inalantes, ansiolíticos, ópio, morfina, anticolinérgicos; lápis para todos; quadro-negro ou folhas de papel, giz ou pincel atômico; fita adesiva.
Desenvolvimento:
- O facilitador solicita que formem grupos com até cinco pessoas.
- Em seguida, distribui uma tira com o nome de uma droga para cada grupo e pede que não a leia em voz alta, pois a informação é para ser "secreta".
- Informa que cada grupo deverá fazer uma mímica sobre a droga escrita na tira e que os outros tem que adivinhar qual é a droga.
- Conforme os grupos vão se apresentando e adivinhando o nome das drogas, o facilitador vai colando a tira no quadro.
- Quando todos se apresentarem, o facilitador cola (ou escreve) na parede o quadro:
| Quadro |
Depressoras
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Estimulantes
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Alucinógenas
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- Explica o significado do termo do quadro e junto com os jovens, vai classificando cada uma das drogas apresentadas, organizando-as em ambos os quadros.
- Quando não lembrarem de mais nenhuma, pergunta se conhecem outras drogas e vai classificando-as no quadro.
- Salientar aspectos jurídicos e do uso de drogas.
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| Jogo dos Balões |
| Objetivo: Proporcionar a reflexão sobre o que o adolescente sabe sobre drogas, qual a sua visão do problema e como fazer a prevenção do seu uso indevido.
Material: Sala ampla, sentar em círculo, 6 balões coloridos (três cores em pares).
Desenvolvimento:
- Facilitador divide o grupo em 6 subgrupos, de acordo com o número de participantes.
- Fornece ao grupo o código individualmente para cada subgrupo.
- Para cada subgrupo é dado um balão de cor diferente.
- Cada subgrupo receberá seu código:
- Grupo 1 - código: A visão que você tem das drogas.
- Grupo 2 - código: O que você sabe sobre drogas.
- Grupo 3 - código: O que você pode fazer para prevenir o uso de drogas.
- Grupo 4 - código: A visão que você tem das drogas.
- Grupo 5 - código: O que você sabe sobre drogas.
- Grupo 6 - código: O que você pode fazer para prevenir o uso de drogas.
- O facilitador deve passar cada código aos subgrupos, certificando-se de que um grupo não sabe o código do outro.
- Cada subgrupo fará uso da linguagem não-verbal (sem o uso da palavra), podendo apenas utilizar mímicas e gestos aproveitando sempre o balão cheio para auxiliar o processo de dramatização.
- Após a apresentação de cada subgrupo, abrir o grande grupo para identificar os códigos, favorecendo, assim a discussão.
Sugestões para reflexão:
- Qual a dificuldade de se explicar sem utilizar as palavras?
- Por que a certeza de que foram entendidos?
- Quanto se deve entender e conhecer de drogas?
- Que se pode fazer para trabalhar a prevenção?
- Como posso me comprometer?
Resultado esperado: Reflexão sobre o que o grupo sabe a respeito de drogas, seu entendimento do problema e o que o adolescente pode fazer, como estudante e cidadão, para evitar o seu uso.
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| Cartões Informativos |
| Objetivo: Ofereceu informações básicas sobre o tema de prevenção ao uso indevido de drogas.
Duração: 1 hora.
Material: Cartões informativos.
Desenvolvimento:
- Distribuição de cartões, alguns com respostas e outros com perguntas.
- Procurar a pessoa que tem a ficha que complete o seu cartão (Resposta: Pergunta).
- Apresentação das duplas e o instrutor vai completando as reformações.
CARTÕES _ PERGUNTAS E RESPOSTAS 1 _ O que são drogas?
R _ São produtos que o homem vem utilizando no decorrer da história para produzir alteração do seu humor, da sua mente e das suas sensações.
2 _ Que fatores interferem na qualidade e na intensidade das alterações psicológicas que as drogas causam?
R _ As alterações psicológicas variam de acordo com o tipo e a quantidade de droga, as características de quem as ingere, as expectativas que se tem sobre seus efeitos e o momento em que são ingeridas.
3 _ Que tipo de drogas existem?
R _ Existem as drogas lícitas (álcool, tabaco, chás, alguns medicamentos,...) e as ilícitas (maconha, cocaína, LSD, plantas alucinógenas...).
4 _ Em que grupos classificam-se as drogas?
R _ Em estimulantes, depressoras e perturbadoras.
5 _ Quais são os tipos de usuários de drogas?
R _ Usuário experimentador, eventual, habitual e o dependente químico.
6 _ O que caracteriza um usuário experimentador?
R _ É aquele que experimenta a droga e não se interessa em manter o uso.
7 _ O que caracteriza um usuário eventual?
R _ É aquele que faz uso da droga ocasionalmente. Continua sua vida, com suas atividades e de vez em quando faz uso da droga.
8 _ O que caracteriza um usuário habitual?
R _ É aquele que organiza suas atividades em torno do hábito de usar drogas.
9 _ O que caracteriza um usuário dependente?
R _ É aquele que usa a droga compulsivamente, sem controle psicossocial. A droga eleita passa a ser o eixo de sua vida.
10 _ O que causa a dependência química?
R _ A dependência química se instala pelo encontro de 3 fatores básicos: a personalidade da pessoa, o produto (droga) que a pessoa usa e o contexto social/familiar que ela está inserida.
11 _ Se as drogas fazem mal, por que as pessoas consomem?
R _ Os motivos variam de pessoa a pessoa: curiosidade, para esquecer problemas, frustrações ou insatisfação, insegurança e busca de prazer. Porém, alguns dos que iniciam o uso poderão se comprometer gravemente.
12 _ Quais são os fatores de risco para uso ou abuso de drogas?
R _ A desinformação, a saúde deficiente, insatisfação com a qualidade de vida, personalidade vulnerável e o fácil acesso às drogas.
13 _ O que significa Prevenção Primária?
R _ Define-se como prevenção dirigida ao início do processo, informando e educando sobre as questões relacionadas com o uso de drogas.
14 _ O que significa Prevenção Secundária?
R _ Significa a prevenção que trata de desenvolver ações que possam impedir a transição do uso ocasional ao uso habitual.
15 _ O que significa Prevenção Terciária?
R _ É um trabalho individual ou coletivo com o usuário no sentido de recupera-lo e de integra-lo ao meio social.
16 _ De que forma os jovens podem participar de uma Prevenção ao uso indevido de drogas?
Observação: Esta resposta é para todos os participantes responderem em subgrupos ou individualmente, formando uma rede de ações preventivas que podem ser realizadas pelos jovens.
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| O Ritual |
| Objetivo: Refletir sobre o ritual de uso de drogas e os aspectos sedutores envolvidos.
Duração: 20 minutos.
Material: Sala ampla, aparelho de som, fita cassete, balas e música: "Pour Elise" (instrumental) ou qualquer outra música instrumental.
Desenvolvimento:
- O facilitador solicita aos participantes que se coloquem no canto da sala, de pé e em círculo.
- Diz que vai lhes ensinar uma coreografia e necessita de ajuda dos mesmos para o aprendizado.
Explicação de coreografia: Dois passos para a direita, um para a esquerda, dois para a direita, abaixou e levantou. Após repetir várias vezes, pergunta se aprenderam.
- A seguir, solicita aos participantes que façam a coreografia com música.
- O grupo iniciará a coreografia, seguindo a cadência da música, repetindo até finalizar o som.
- Enquanto ocorre a coreografia, o facilitador distribui uma bala, que está previamente desenrolada e sobre um prato, para cada umo dos participantes. os participantes, desviando a atenção da coreografia, pegarão as balas. O facilitador, após alguns segundos, irá sugerir ao grupo a trocarem de bala com o companheiro. Parar o jogo.
Observar:
- Alguns participantes não pegam a bala.
- Outros esquecem a coreografia e saem atrás da bala, que está no prato, na mão do facilitador.
- Alguns trocam de bala com a maior facilidade.
- Envolvimento com a coreografia, compromisso de acertar e aceitar.
- Facilidades de aceitação da bala.
Sugestões para reflexão:
- Ter o cuidado para que não seja obrigatória a troca de bala.
- Usar balas tipo jujuba.
- Encorajar um pensamento cuidadoso a respeito dos riscos do ritual da droga, e a ligação entre a troca de seringas e aids.
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| O Rastro |
| Objetivo: Auxiliar o adolescente a compreender a posição da família quando esta identifica problema de drogas em algum de seus membros.
Duração: 20 minutos.
Material: Sala ampla, aparelho de som, fita cassete e música "Improvisation of Carmem" (instrumental) ou qualquer outra música instrumental.
Desenvolvimento:
- O facilitador solicitará aos participantes que formem uma fila, sendo ele o primeiro. Perguntará ao grupo:
- Sabem brincar de "chefe manda? ou sombra? Pois bem, tudo que eu fizer terão que fazer também."
- Iniciar a música enquanto o facilitador caminha pela sala, fazendo gestos, movimentos com o corpo, dando passos para frente e para trás, deslocando-se pela sala cortando a própria fila, várias vezes.
- Terminar a música, terminar o jogo. O facilitador deverá pedir aos integrantes do grupo, que se olhem e observem as posições que se encontram e as mudanças que ocorrem. O facilitador perguntará aos participantes:
- O que se passou aqui? O que aconteceu?
Sugestões para reflexão:
- Como se sentem com a troca de posições no grupo?
- Houve dificuldades para copiar?
- Alguém se esforçou para fazer igual?
- Quem quebrou a cadeia?
- Como foi manter-se no lugar?
- Qual a relação da atividade com as relações em família?
- Qual a atitude que a família deve ter ao descobrir que o filho está usando drogas?
- Qual a atitude que a família não deverá ter frente a esta situação?
- Compreender os papéis familiares frente a problemas de drogas na família.
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