Artigo sobre “Prevalência da violência contra a mulher por parceiro íntimo em regiões do Brasil”, de autoria de Schraiber et at (2007) analisou os resultados do WHO Multi-country Study on Women’s Health and Domestic Violence sobre a prevalência da violência contra mulheres por parceiros íntimos encontrada no Brasil, em que a violência é um fenômeno de alta freqüência. Os achados reiteram estudos internacionais anteriores quanto à grande magnitude e superposições das violências por parceiro íntimo.

Leia o texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102007000500014

 

Em “Mulheres com HIV/AIDS: fragmentos de sua face oculta”, Cechim e Selli (2007) estudaram os fatores geradores do medo que assolam mulheres soropositivas e suas conseqüências nas relações do cotidiano familiar, do trabalho e do convívio social. As autoras entrevistaram 19 mulheres, de 23 a 55 anos destacando como resultados a discriminação no seio da família e no trabalho; a perda de amigos constituem fator de medo constante e exercem influência no comportamento social das mulheres. O medo está relacionado também com a imagem da mulher e o isolamento social. Leia mais em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672007000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Fundamentado no referencial da Psiconcologia, o artigo “Mulheres com câncer invasivo do colo uterino: suporte familiar como auxílio” apresenta uma  análise da percepção da mulher com diagnóstico de câncer invasivo do colo do útero, descreve o significado do suporte familiar no enfrentamento da doença,  identifica as modificações biopsicossociais decorrentes do câncer e descreve a experiência dessas mulheres frente a esse diagnóstico. Doze mulheres com diagnóstico de câncer invasivo do colo do útero, idade de 28 a 61 anos e que estavam em tratamento. A família foi o principal suporte no enfrentamento do câncer, tendo resultados positivos ou negativos na forma de lidar com a doença e o tratamento. (BARROS, LOPES, 2007). Leia mais em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672007000300009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Artigo sobre “violência intra-familiar contra adolescentes grávidas”, de autoria de Monteiro, Costa, Nascimento e Aguiar (2007), descreve como as adolescentes se relacionavam com seus familiares antes e após a descoberta da gravidez. Quinze adolescentes no puerpério de uma maternidade pública disseram vivem uma relação boa, mas quando revelaram  que estavam grávidas, elas foram vítimas de atos violentos por parte dos pais e que o diálogo sobre sexualidade e contracepção ainda está distante entre pais e filhos. Texto completo disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672007000400002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Em “Avaliação da efetividade da assistência pré-natal de uma Unidade de Saúde da Família em um município da Grande São Paulo”, Gonçalves et al (2008) destacam a importância da qualidade do cuidado pré-natal na redução da morbi-mortalidade materna e perinatal. As autoras avaliaram a qualidade da assistência prestada por um por um serviço pré-Natal de uma Unidade de Saúde da Família de um Município da Grande São Paulo à gestantes de baixo risco, adotando-se indicadores de qualidade preconizados pelo Ministério da Saúde. Os resultados evidenciaram que o Programa de Saúde da Família propicia assistência pré-natal de qualidade, e que o vínculo estabelecido entre os profissionais da Unidade e os Agentes Comunitários de Saúde com as gestantes é imprescindível para a adesão das mesmas ao Programa de Assistência Pré-Natal. Texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672008000300012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Silva et al (2008) investigaram “As representações sociais de mulheres portadoras de Hipertensão Arterial, entrevistando 25 mulheres assistidas em um centro de saúde de Teresina (PI). As manifestações, sentimentos e representações dessas mulheres influenciam na produção e circulação de conhecimentos que orientam e definem seus comportamentos e condutas com  maior ou menor adesão aos cuidados e tratamento. Continuar lendo em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672008000400017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

“As dimensões do cuidado pré-natal na consulta de enfermagem” analisa as representações sociais das gestantes sobre a gestação e a atenção recebida na consulta de enfermagem do pré-natal, uma estratégia de intervenção que abarca as dimensões psicossociais dos cuidados com a gestante e seu futuro recém-nascido. (SCHMIZU, LIMA, 2009). Texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672009000300009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Estudo de revisão bibliográfica nacional, sobre a prevenção do câncer de mama em idosas. A transição demográfica brasileira e feminização da velhice impõe demandas assistenciais específicas e integrais para este segmento populacional. Há necessidade de ampliar o conhecimento sobre a problemática, bem como a superação do negligenciamento na prevenção desta patologia, especialmente na velhice. Focalizaram-se dois tópicos reflexivos: Envelhecimento Feminino, Saúde e Gênero e Lacuna na integralidade da assistência à mulher idosa: conscientizar para libertar. Espera-se com esta reflexão possa subsidiar melhorias na assistência, favorecer a inclusão desta temática no ensino e estimular novas investigações. O texto completo de Carvalho et al (2009) está disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672009000400014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Em “Vivências da vida conjugal: posicionamento de mulheres, as autoras Souto e Braga (2009), em oficinas com 11 mulheres buscaram compreender as vivências de violência nos discursos das mulheres. A análise foi orientada pelo constructo gênero. Os resultados apontaram que a violência conjugal representa para as mulheres o medo e o aprisionamento e que, na conjugalidade, a mulher está mais susceptível às relações desiguais de poder, com domínio masculino e legitimação da violência. Nas suas falas ficaram evidentes comportamentos e atributos que sustentam a condição feminina de sujeição ao marido e à violência. Texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672009000500003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

O artigo Vivência da entrevista fenomenológica com prostitutas: relato de experiência descreveu a vivência das pesquisadoras Moreira e Monteiro (2009) com a entrevista fenomenológica de 11 prostitutas em Teresina, PI. As autoras descrevem a estratégia de aproximação, o local das entrevistas e o relato emocionante das entrevistadas. Nesse caminhar identificou a necessidade de familiarização e empatia com as mulheres, a inexistência de formula para a condução da entrevista, mas que cabe ao pesquisador identificar dificuldades e propor estratégias para a obtenção dos relatos. A relação empática vivenciada pela entrevistadora no mundo-vida das entrevistadas foi fundamental para compreensão do vivido da violência no cotidiano da prostituição. Texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672009000500025&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Ao analisar a “Tendência da mortalidade perinatal no município de Belo Horizonte no período de 1984 a 2005”, Martins, Lana e Maria (2010), usando como fonte de dados o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), constataram que houve melhora na qualidade da informação apenas para a escolaridade materna e peso ao nascer. A redução média da mortalidade perinatal no período foi de 57,52%. O decréscimo da mortalidade perinatal nas duas últimas décadas em Belo Horizonte foi significativo, mas esforços devem ser direcionados no sentido de melhorar a completude do SIM para variáveis importantes na elaboração dos indicadores perinatais. Texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672010000300016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

 

Em “Representações de gênero nas relações estudante de enfermagem e cliente: contribuições ao processo de ensino-aprendizagem”, Muroya, Auad, Brêtas (2010) tiveram por objetivos identificar, conhecer e aprofundar o conhecimento sobre as relações de gênero entre estudantes e clientes na prática do cuidado de enfermagem. O resultados apontaram "A tríade igualdade/diferença/desigualdade no cuidado de enfermagem" e "A falta de preparo: a lacuna no ensino". Os resultados expressam uma dificuldade por parte dos(as) estudantes em prestar cuidado ao gênero que não é o seu; revelam um discurso ancorado na percepção das diferenças sexuais e na crença de uma heterossexualidade presumida. Leia mais em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000100017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Em “Angústia de mulheres trabalhadoras de enfermagem que adoecem por distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho”, Baptista, Merighi e Silva (2011), entrevistaram seis trabalhadoras de enfermagem, portadoras de DORT. Com a análise fenomenológica de Martin Heidegger compreenderam que o cotidiano dessas mulheres é marcado por dor, limitação e exclusão no ambiente de trabalho. Texto completo em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000300005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt 

 

“Saberes e práticas de mulheres idosas na prevenção do câncer cérvico-uterino” é um artigo de autoria de Santos et al (2011) que buscou descrever os saberes e práticas de idosas sobre o câncer cérvico-uterino e analisar as ações preventivas para esta neoplasia. Os resultados mostraram que as idosas possuem um saber empírico, fruto de sua inserção social e que determina suas práticas. Verificou-se que, ao serem sensibilizadas, as idosas adotam autocuidados; há uma condução a hábitos preventivos e melhor qualidade de vida. É necessário um plano que estimule uma regularidade de ações preventivas pelas idosas e amplie a possibilidade de melhor qualidade de vida. Leia mais http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000300009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Ferreira et al (2011) realizaram um estudo no Ambulatório de Mastologia de um hospital público do Distrito Federal, para conhecer as repercussões do câncer de mama na vida de casais, mulheres mastectomizadas e seus companheiros. Para os três casais, três companheiros e cinco mulheres mastectomizadas entrevistados, o diagnóstico de câncer é recebido de forma traumática, trazendo sentimentos de mutilação, dependência, preconceito e perda da feminilidade. Ocorrem mudanças significativas na vida do casal e que o apoio mútuo é necessário para um melhor enfrentamento da patologia, seguido pelo amparo familiar. Texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000300018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Objetivou-se identificar fatores de risco, segundo o INCA, para câncer de mama, analisar conhecimento e realização do auto exame de mama (AEM), ECM e mamografia, e verificar relação entre idade e escolaridade com conhecimento e realização desses exames. Na entrevista com mulheres em quimioterapia para câncer de mama constatou-se concordância com a minoria dos fatores de risco. Todos os exames eram conhecidos e praticados pela maioria, exceto a mamografia que foi realizada pela metade. As mais velhas praticavam principalmente AEM e mamografia, e as mais jovens ECM. Houve relação diretamente proporcional entre conhecimento desses exames e escolaridade. Os profissionais de saúde precisam orientar a população sobre câncer de mama, para permitir tratamentos mais resolutivos e menos mutiladores. (SILVA, RIUL, 2011). Texto completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000600005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Estudo sobre violência doméstica em mulheres em situação de aborto provocado, tendo sido entrevistadas 147 mulheres internadas por aborto provocado numa maternidade pública, na cidade de Salvador-BA. A maioria era mulheres jovens, negras, com baixa escolaridade, dependentes economicamente dos cônjuges, que vivenciam violência psicológica, física e sexual cometida pelos cônjuges. Quase metade delas vivenciou violência doméstica durante a gravidez atual, sendo este o motivo do aborto para 67% delas. Conclui-se que existe uma associação entre a vivência de violência doméstica e o aborto provocado. Isso repercute na saúde mental das mulheres, que desenvolvem sintomas do transtorno de estresse pós-traumático. Necessita-se, portanto, de um olhar por parte dos profissionais de saúde de modo a identificar a violência doméstica enquanto agravo e associá-la ao aborto provocado, o que requer transformação no modelo de formação, incorporando a violência doméstica como objeto da saúde. Texto completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000600004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Galvão e Paiva (2011) em relatos e situações vivenciadas por 14 mulheres infectadas pelo HIV para o enfrentamento da infecção, em Fortaleza-CE identificaram as motivações ao enfrentamento do HIV/AIDS, tendo a religiosidade, o suporte social e familiar, a presença de filhos e a cumplicidade dos profissionais como fatores positivos para o enfrentamento da infecção. Concluiu-se que as mulheres necessitam de cuidado e apoio dos profissionais e dos familiares para se manter estimuladas no processo do cuidado. Leia mais em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000600006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

Estudo histórico-documental descreveu e analisou o lugar que as Ciências Humanas e Sociais no primeiro currículo escolar dos cursos de nível superior de enfermagem da Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN), em 1923, e da Escola de Enfermeiras do Hospital São Paulo (EEHSP), anos 1930, identificando suas semelhanças e diferenças. As matérias de humanidades ocuparam lugar secundário nos currículos estudados em comparação com as disciplinas técnicas e o aspecto utilitário que a profissão exigia na época. Texto completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000600018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt